top of page

HPV-DNA no Brasil em 2026: evolução global, avanço da autocoleta e os próximos passos

Atualizado: 11 de dez. de 2025

O exame de HPV-DNA consolidou-se, nos últimos anos, como um dos principais avanços no rastreamento do câncer de colo do útero, devido à sua alta sensibilidade.


Adotado como teste primário por diversos países e recomendado pela OMS, tornou-se um dos marcos mais relevantes na modernização dos programas de prevenção.


Dentro do movimento internacional de modernização do rastreamento, o teste molecular de HPV-DNA consolidou-se como padrão ouro por sua alta sensibilidade e pela capacidade de identificar o risco oncogênico de forma direta.


A partir dessa base já estabelecida, alguns países passaram a avaliar estratégias para ampliar o acesso ao exame, entre elas, a autocoleta. Em 2024, o FDA autorizou o uso da autocoleta para testes específicos de HPV-DNA, reconhecendo que esses métodos podem ser processados com segurança quando a amostra é coletada pela própria paciente em ambiente clínico.


Já em dezembro de 2025, a ACS (American Cancer Society) atualizou suas recomendações e passou a reconhecer a autocoleta como alternativa válida dentro do rastreamento baseado em HPV-DNA. Esses avanços internacionais complementam a consolidação global do exame molecular como principal ferramenta de rastreamento.


No Brasil, o processo de atualização também se intensificou. O Ministério da Saúde vem fortalecendo diretrizes que posicionam o HPV-DNA como teste primário no rastreamento do câncer de colo do útero, com expansão progressiva no SUS e incorporação crescente da abordagem molecular nos programas de prevenção.


Nesse contexto de modernização, a aprovação recente da autocoleta no país surge como um desdobramento adicional, uma ferramenta capaz de ampliar cobertura e reduzir barreiras de acesso, mas sempre sustentada pela diretriz maior: a transição para um rastreamento baseado em HPV-DNA como eixo central da política pública.


Esta combinação, a adoção plena do HPV-DNA e a introdução gradual de modelos de autocoleta marca o período atual do Brasil, que entra em 2026 com uma agenda robusta de modernização do rastreamento e expansão do diagnóstico molecular.


Neste artigo, vamos detalhar o que esses avanços representam, como impactam o sistema de saúde brasileiro, por que o HPV-DNA se consolidou como padrão mundial e qual o papel de laboratórios especializados, como a Base Científica a expansão segura e qualificada dessa tecnologia.


Por que o HPV-DNA voltou ao centro das discussões globais


Nos últimos anos, o diagnóstico molecular se consolidou globalmente como um eixo central das estratégias de prevenção em saúde. Nesse contexto, o exame de HPV-DNA, que detecta diretamente o material genético do vírus, tornou-se o padrão internacional em programas de rastreamento do câncer de colo do útero, apoiado por evidências robustas de maior sensibilidade e maior eficiência em comparação aos métodos citológicos tradicionais.


O tema ganhou novo impulso com atualizações importantes em diferentes sistemas de saúde. Em 2024, o FDA autorizou o uso da autocoleta para testes específicos de HPV-DNA, validando o modelo em ambiente clínico. Já em dezembro de 2025, a American Cancer Society (ACS) atualizou suas recomendações e reconheceu formalmente a autocoleta como uma alternativa aceitável dentro do rastreamento baseado em HPV-DNA, reforçando a tendência de flexibilizar o acesso sem perda de qualidade diagnóstica.


Esses movimentos internacionais expandiram o debate sobre inclusão diagnóstica, saúde digital e modelos de cuidado mais acessíveis, especialmente em países com desafios logísticos ou desigualdades territoriais. Paralelamente, a OMS segue recomendando o HPV-DNA como método primário de rastreamento, destacando sua maior sensibilidade e a possibilidade de intervalos mais longos entre as testagens, um aspecto crucial para realidades semelhantes à brasileira.


O que significa a atualização do ACS sobre a autocoleta para HPV-DNA


A aprovação histórica e seu impacto internacional


A atualização publicada pelo ACS em dezembro de 2025 marca um avanço significativo na área de rastreamento do HPV, não por ser o primeiro reconhecimento da autocoleta, já que a FDA havia aprovado soluções de autocoleta em 2024, mas por representar a incorporação formal desse método em diretrizes de grande influência.


Enquanto a aprovação da FDA validou a segurança e eficácia de dispositivos específicos, a decisão do ACS amplia o impacto ao orientar práticas clínicas, políticas públicas e programas de rastreamento em escala global.


Com a nova recomendação, a autocoleta passa a ser reconhecida como uma alternativa segura e eficaz para que mulheres coletem a própria amostra em casa, seguindo instruções padronizadas e enviando o material para laboratórios credenciados.


O exame continua sendo o mesmo teste molecular de alta precisão, mas a forma de coleta reduz barreiras de acesso.


Essa atualização representa:

  • Aumento da adesão ao rastreamento

  • Redução da necessidade de deslocamento até unidades de saúde

  • Expansão de campanhas e programas em larga escala

  • Maior alcance em populações com barreiras culturais ou geográficas


A mudança foi recebida de forma extremamente positiva por instituições e especialistas

em saúde pública, que enxergam nela um passo importante para uma nova fase do rastreamento oncológico.


kit de autoteste exame hpv-dna
Imagem ilustrativa gerada por IA


Como o Brasil está avançando no rastreamento do HPV-DNA


O Brasil vem avançando de forma estruturada na adoção do teste molecular de HPV-DNA no SUS. A tecnologia foi incorporada oficialmente ao SUS em março de 2024, e as novas diretrizes nacionais, aprovadas pela Conitec em fevereiro de 2025, estabeleceram o HPV-DNA como método primário de rastreamento.


Em agosto de 2025, o Ministério da Saúde marcou o início da implementação prática nos estados, com a expansão gradual da coleta e do processamento do exame em unidades públicas. Em agosto de 2025, o país também aprovou a autocoleta como estratégia complementar, ampliando o acesso e alinhando o Brasil às recomendações internacionais de rastreamento.


Essa implementação progressiva representa uma mudança estratégica no modelo brasileiro de prevenção, especialmente ao reduzir barreiras de acesso e modernizar o rastreamento de base populacional. Materiais técnicos recentes produzidos pelo INCA reforçam essa transição ao orientar gestores sobre fluxos, amostragem, triagem e integração do exame molecular nos programas regionais.


Com esses avanços, o Brasil se aproxima cada vez mais das melhores práticas globais e reforça o compromisso público com a eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde, objetivo defendido pelo Ministério da Saúde em agendas internacionais.



Mas como implementar o exame sem aumentar a complexidade interna?



Base Científica e o Papel das CROs no Futuro do Rastreamento Molecular


Por que o Brasil precisa de laboratórios especializados em biologia molecular

Com o avanço global das metodologias moleculares e o crescimento da demanda pelo HPV-DNA, surge um desafio: o país precisa de laboratórios tecnicamente preparados e com capacidade de escala.


No contexto brasileiro, muitos municípios e clínicas não possuem estrutura para realizar análises moleculares de alta complexidade. É aí que entram as CROs e laboratórios especializados, como o Base Científica, que atuam como parceiras estratégicas, oferecendo serviços robustos e confiáveis.


Os principais motivos para essa necessidade incluem:

  • Aumento expressivo da demanda por HPV-DNA

  • Necessidade de padronização nacional para garantir qualidade

  • Capacidade de atender altos volumes com rápida entrega

  • Segurança e rastreabilidade avançada da amostra

  • Atualização constante com requisitos regulatórios


A relevância do modelo B2B para ampliar o acesso ao HPV-DNA

No Brasil, o modelo B2B desempenha papel crucial para tornar tecnologias moleculares mais acessíveis.


Laboratórios especializados conseguem suportar:

  • Clínicas sem estrutura de biologia molecular

  • Laboratórios de médio porte que querem expandir o portfólio

  • Operações hospitalares que buscam reduzir custos

  • Secretarias de saúde que desejam ampliar cobertura


O modelo B2B permite:

  • Processamento centralizado

  • Redução do custo operacional

  • Resultados mais rápidos

  • Escala imediata sem necessidade de grandes investimentos


Como a Base Científica apoia o setor público e privado no avanço do HPV-DNA


Apoio ao setor público e fortalecimento do acesso ao diagnóstico molecular


Para programas públicos de saúde, contar com laboratórios especializados em biologia molecular é essencial para garantir:


  • Escalabilidade em campanhas regionais

  • Qualidade homogênea dos resultados

  • Fluxos operacionais compatíveis com as rotinas do SUS

  • Capacidade de análise para grandes volumes de amostras

  • Acompanhamento técnico qualificado

  • Padronização metodológica em todas as etapas


Esse suporte é fundamental para ampliar o acesso ao rastreamento molecular, especialmente em municípios onde a infraestrutura laboratorial ainda é limitada ou inexistente.


Por isso a Base Científica também esteve presente em iniciativas públicas recentes voltadas à ampliação do acesso ao diagnóstico molecular. 


Durante a campanha do Outubro Rosa, o laboratório foi responsável pelo processamento dos exames de HPV-DNA realizados gratuitamente nos municípios de Sidrolândia, Terenos e Dois Irmãos do Buriti, no Mato Grosso do Sul.


A ação, promovida pelo governo municipal e estadual, levou rastreamento qualificado a regiões onde a população costuma ter menor acesso a testes de alta sensibilidade. 


Ao conduzir o processamento das amostras, a Base Científica contribuiu para garantir resultados rápidos, seguros e padronizados , reforçando o papel da biologia molecular na prevenção do câncer de colo do útero e demonstrando como parcerias técnicas fortalecem políticas públicas de saúde.


Ação Outubro Rosa exame de HPV-DNA pelo Governo Brasileiro
Imagem gerada por IA

Suporte para clínicas, laboratórios e instituições privadas

Muitas clínicas e laboratórios enfrentam desafios para incorporar exames de biologia molecular ao portfólio, seja pela exigência de investimentos elevados em infraestrutura, seja pela necessidade de profissionais altamente especializados.


Para apoiar esse crescimento, a Base Científica atua como laboratório parceiro, permitindo que instituições de todo o país ofereçam diversos exames , dentre eles o exames de HPV-DNA, sem que haja a necessidade de montar um setor molecular interno.


Nosso suporte inclui:

  • Processamento completo com precisão e agilidade

  • Relatórios claros, objetivos e integráveis ao fluxo clínico

  • Orientação técnica para implantação do fluxo de envio de amostras

  • Integração simples com o sistema da instituição parceira

  • Escalabilidade para atender tanto demandas rotineiras quanto picos sazonais


Com isso, clínicas, hospitais e laboratórios conseguem ampliar seu portfólio, diversificar serviços e acompanhar o crescimento da demanda por testes de alta sensibilidade, sem comprometer a operação atual.



Por que o movimento global em torno do HPV-DNA exige preparação desde já


A aprovação do ACS não é apenas uma novidade. Ela é um indicador de tendência.

O mundo está se movendo rapidamente em direção à ampliação do uso do HPV-DNA, e países que se anteciparem terão resultados mais consistentes na prevenção.


O Brasil vive um momento de transição regulatória e de fortalecimento das políticas públicas, o que exige preparação por parte de clínicas, laboratórios e instituições. 


Quem começar a estruturar fluxos e parcerias agora estará melhor posicionado para atender novas diretrizes que surgirem.


O que clínicas, hospitais, secretarias e laboratórios devem observar nos próximos anos?


Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Crescimento contínuo da demanda por HPV-DNA

  • Possível revisão das diretrizes nacionais

  • Estímulo governamental para rastreamento ampliado

  • Pressão por escalabilidade e rapidez

  • Importância de parceiros laboratoriais especializados

  • Tendência global de inclusão do autoteste em debates regulatórios


Parceiros qualificados serão essenciais


O cenário internacional e as recentes movimentações políticas mostram que o HPV-DNA está se consolidando como o principal exame para prevenção do câncer de colo do útero. A aprovação do autoteste pelo ACS reforça uma tendência global que, já chegou no Brasil.


Para garantir um rastreamento eficiente, seguro e de ampla cobertura, instituições públicas e privadas precisarão contar com laboratórios preparados, capazes de oferecer escalabilidade, precisão e suporte técnico, especialmente em um país de dimensões continentais.


A Base Científica se posiciona como uma parceira estratégica para quem deseja ampliar ou estruturar a oferta de HPV-DNA, com solidez, responsabilidade técnica e foco absoluto em qualidade.



FAQ


A ACS influencia decisões no Brasil?

Não diretamente, pois a ACS não é uma agência regulatória, porém suas diretrizes influenciam fortemente instituições científicas, formuladores de políticas públicas, sociedades médicas e fornecedores de tecnologia em vários países, inclusive no Brasil.


Quando uma organização de grande prestígio como a ACS atualiza suas recomendações e reconhece métodos como a autocoleta para HPV-DNA, isso tende a gerar movimento no Brasil, levando instituições e laboratórios a:


  • revisarem processos internos,

  • atualizarem portfólios e fluxos de rastreamento,

  • reavaliarem tecnologias utilizadas,

  • e buscarem alinhamento às melhores práticas internacionais baseadas em evidências.


Essa influência ocorre porque diretrizes da ACS costumam servir como referência científica global, impactando decisões técnicas e estratégicas mesmo fora dos Estados Unidos.

Se o Brasil já oferta HPV-DNA no SUS, por que o setor privado precisa se atualizar?

Porque quando o SUS incorpora algo, isso define tendência nacional. Clínicas, hospitais e laboratórios que não acompanham ficam desatualizados em comparação ao padrão público, e isso afeta competitividade, capacidade de atrair convênios e percepção de qualidade.

Laboratórios que não fazem análise molecular internamente conseguem acompanhar essa mudança?

Sim e esse é um dos motivos para o crescimento da terceirização para laboratórios especializados em biologia molecular. Essa estratégia permite modernizar o portfólio sem necessidade de investimentos altos ou contratação de equipes especializadas.

Qual é o principal desafio técnico para clínicas e laboratórios ao incluir HPV-DNA no portfólio?

Os maiores desafios são:

  • garantir qualidade e reprodutibilidade dos resultados,

  • integrar fluxos de coleta e transporte,

  • padronizar relatórios para equipes clínicas,

  • e lidar com volumes variáveis — especialmente quando há campanhas, convênios ou ações municipais.


É por isso que muitos serviços optam por parceria com laboratórios que já têm rotina, controle de qualidade e capacidade de suporte técnico.

Por que municípios e secretarias estaduais estão ampliando ações de rastreamento com HPV-DNA?

Principalmente por três motivos:

  1. Alta sensibilidade, que reduz perda de seguimento.

  2. Viabilidade em campanhas, porque exige menos retornos do paciente.

  3. Parcerias com laboratórios especializados, que tornam possível operar grandes volumes com prazos curtos.


Esse modelo foi utilizado, por exemplo, em iniciativas públicas recentes durante o Outubro Rosa no Mato Grosso do Sul.

Qual é o papel dos laboratórios especializados nessas campanhas?

Eles garantem:

  • processamento rápido e padronizado,

  • manutenção da qualidade mesmo com grande volume,

  • suporte técnico às equipes locais,

  • relatórios objetivos e integráveis aos sistemas municipais.


Esse tipo de suporte viabiliza campanhas em regiões com estrutura reduzida, sem precisar montar laboratórios complexos.

Essas ações públicas têm impacto no setor privado?

Sim. Quando o poder público incorpora rastreamento molecular, o setor privado percebe aumento imediato de demanda e necessidade de atualização do portfólio. Convênios passam a buscar laboratórios que ofereçam HPV-DNA; clínicas começam a solicitar mais escalabilidade; e laboratórios gerais procuram parceiros especializados.

A terceirização para laboratório especializado compromete autonomia do serviço?

Não. Na prática, ela aumenta a autonomia:

  • amplia o portfólio,

  • dá segurança operacional,

  • permite escalar volumes sem risco,

  • e reduz investimento fixo.


O serviço mantém a relação com o paciente ou com o contratante; o laboratório parceiro apenas garante a qualidade molecular.

Por que é importante discutir esse assunto agora?

Porque o setor está entrando em uma fase rara de convergência:

  • SUS adotando a tecnologia,

  • FDA reforçando o método como padrão ouro,

  • campanhas estaduais utilizando HPV-DNA,

  • aumento de demanda de clínicas e convênios,

  • necessidade de ampliação de capacidade laboratorial.


Quem se posicionar agora, atualizando portfólio, criando fluxos e firmando parcerias estratégicas estará à frente quando o rastreamento molecular se tornar o padrão dominante.


Referências:


1. FDA e ACS – Autoteste e avanços nos EUA

2. SUS – Brasil já oferta HPV-DNA no sistema público

3. Diretrizes Internacionais – Padrão Ouro HPV-DNA

5. Dados epidemiológicos (HPV e câncer do colo do útero)

bottom of page